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Vírus do Nilo Ocidental: 21 casos na Grécia, infeção espalha-se na Europa

29 de jul.
2 min de leitura

Vírus do Nilo Ocidental segue em circulação ativa na Europa, com a Grécia entre os países que já contabilizam casos humanos confirmados na atual temporada de transmissão.


Vírus do Nilo Ocidental

Segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), até meados de julho já haviam sido notificados casos de transmissão local em cinco países: Grécia, Itália, Espanha, Romênia e Macedônia do Norte, com o mapa de vigilância sendo atualizado continuamente à medida que novas áreas registram contágios.


Grécia soma 21 casos, concentrados na região da Ática


De acordo com a Organização Nacional de Saúde Pública grega (EODY), entre o início da temporada de vigilância de 2026 e o dia 22 de julho foram diagnosticados 21 casos autóctones do vírus.


Desse total, 20 pacientes apresentaram comprometimento do sistema nervoso central — como encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda —, enquanto apenas um caso teve sintomas leves.


Não há óbitos registrados até o momento, mas 13 pessoas seguem hospitalizadas. Somente na última semana, 14 novos casos autóctones foram confirmados no país.


A maior parte das infecções está concentrada na região da Ática, com destaque para o município de Spata-Artemida, que sozinho soma seis casos. Ainda que não tenham sido registrados casos humanos ali, as autoridades sanitárias classificaram outros cinco municípios como zonas de alto risco, com base em critérios epidemiológicos e geográficos.


Itália lidera em número de regiões afetadas


Conforme os dados enviados ao ECDC até 15 de julho, o continente somava ao todo 33 casos de transmissão local.


A Itália concentra a maior dispersão geográfica, com 20 casos espalhados por 16 regiões diferentes — sendo que 11 delas passaram a integrar o mapa de contágio apenas na última semana analisada, evidenciando o avanço rápido do vírus pelo território italiano. Romênia e Espanha registram dois casos cada, assim como a Macedônia do Norte.


O ECDC destaca que a circulação do vírus é influenciada por fatores como condições climáticas, presença de mosquitos e deslocamento de aves silvagens — reservatório natural do patógeno — e por isso passou a divulgar boletins semanais durante o verão europeu.


As autoridades de saúde recomendam medidas básicas de proteção contra picadas de mosquito em toda a região, já que ainda não é possível prever com precisão quais áreas serão atingidas ao longo da temporada.


Fonte: Euronews

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