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Prevenção contra as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) causadas por Clostridioides

INFORME TÉCNICO NMCIH/DVE/COVISA/SEABEVS/SMS-SP

INTRODUÇÃO O Clostridium difficile é o patógeno que mais frequentemente causa IRAS nos EUA. É classificado como um bacilo Gram positivo anaeróbio, formador de esporos. A colonização bacteriana assintomática do intestino grosso ocorre mais frequentemente em pacientes adultos internados. Algumas cepas produzem toxinas A/B, que podem causar infecção.

A infecção relacionada à assistência à saúde se apresenta com elevada incidência nos serviços que prestam assistência aos pacientes críticos, múltiplas internações, portadores de doenças crônicas e com antecedentes de uso de antimicrobianos.

A infecção por C. difficile (CDI) está associada a maior tempo de internação, custos, morbidade e mortalidade em pacientes adultos e pediátricos. O C. difficile causa >450.000 infecções nos EUA a cada ano, incluindo >225.000 casos em pacientes hospitalizados. A CDI aumenta o tempo de permanência hospitalar em 2,8 a 5,5 dias.

Aproximadamente 10% a 30% dos pacientes apresentam pelo menos 1 CDI recorrente após um episódio inicial e o risco de recorrência aumenta após cada recorrência sucessiva. A mortalidade atribuível de CDI é estimada em 4,5% a 5,7% e 6,9%–16,7% durante períodos endêmicos e epidêmicos, respectivamente.

A CDI está associada a 12.000–30.000 mortes nos EUA cada ano. No Brasil os estudos sobre o tema são escassos, devido à pouca disponibilidade dos exames comprobatórios, sobretudo na rede pública. Mesmo assim, há autores que apontam também um aumento do número de casos, embora sem alterações na gravidade clínica.

A disseminação da infecção pode ocorrer pela via fecal oral: pessoa a pessoa, com exposição direta ao ambiente contaminado. As mãos dos profissionais de saúde transitoriamente contaminadas com esporos de C. difficile são os principais meios de disseminação do microrganismo no ambiente da assistência. Há relatos de surtos de IRAS envolvendo a contaminação de materiais e equipamentos compartilhados entre os pacientes, como termômetros retais e quartos de internação ou sanitários inadequadamente limpos.

Os reservatórios são caracterizados por pessoas colonizadas ou infectadas e ambiente contaminado. As medidas preventivas incluem: o uso criterioso de antimicrobianos na assistência aos pacientes (favorecendo a redução dos riscos de colonização por C. diffcile), vigilância e agilidade no diagnóstico e tratamento da infecção, máxima adesão às precauções de contato, máxima adesão à higiene das mãos nas unidades de assistência ao paciente e controles ambientais, limpeza ambiental realizada com técnica apropriada.

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Fonte: Prefeitura de SP / SUS

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