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Nota sobre a suspeição, diagnóstico diferencial, manejo clínico e terapêutico da leptospirose, hepatite A e dengue e doenças diarreicas agudas durante as inundações no RS

Atualizado: 21 de jun.

SEI/MS - 0041204369 - Nota Informativa Conjunta

NOTA INFORMATIVA CONJUNTA Nº 5/2024 - SVSA, SAES, SAPS, SES/RS E COSEMS/RS


enchentes RS

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Informa e orienta sobre a suspeição, diagnóstico diferencial, manejo clínico e terapêutico da leptospirose, hepatite A e dengue e doenças diarreicas agudas sob uma abordagem sindrômica durante as inundações no Rio Grande do Sul.


CONTEXTO


Entre as consequências à saúde pública em decorrência das enchentes e alagamentos, espera-se a emergência de doenças infecciosas e seu impacto no campo da saúde ena demanda da rede de atenção, já afetada em sua estrutura fí sica e de recursos humanos em consequência das enchentes.


Neste contexto, o Ministério da Saúde (MS) coordenou esta iniciativa, com a participação da Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS), um processo de elaboração da resposta organizada para a rede de atenção do conjunto de municípios afetados pela situação de calamidade pública.


Participaram deste processo, apresentando subsídios para a tomada de decisão do MS, SES/ER e COSEMS, diversas sociedades de especialidades, tais como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Sociedade de Medicina de Família, Sociedade de Infectologia, Sociedade de Nefrologia, Sociedade de Terapia Intensiva e Associação Gaúcha de Medicina de Família e Comunidade, além do Conselho Estadual de Saúde e o Telessaúde/RS da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


ANÁLISE


Parti cularmente no contexto mencionado em decorrência das enchentes, estima-se grande exposição a patógenos de veiculação hídrica, acarretando doença diarreica aguda (DDA). Agregam-se a esta, as síndromes febris agudas, como leptospirose, dengue e hepatite A, as quais representam um grande desafio para saúde pública, principalmente devido a inespecificidade dos sinais e sintomas.


Diante disso, é necessário reforçar a importância do reconhecimento dos sinais de alarme das síndromes febris agudas e doenças diarreicas, alertando especialmente sobrea diferenciação da causa, possibilitando um melhor manejo dos casos, para uso adequado dos recursos diagnósticos e terapêuticos, evitando desfechos desfavoráveis.


ORIENTAÇÕES


Os casos de DDA são aqueles que se apresentam como quadros sindrômicos caracterizados por diminuição da consistência das fezes e aumento da frequência de evacuações (3 episódios em 24h), por até 14 dias. Pode ser acompanhada de dor abdominal, febre, náusea e/ou vômito, que podem preceder a diarreia, a depender do agente etiológico.


A parti r da identificação dos casos de DDA deve-se realizar a avaliação clínica e do estado de hidratação, descrita no Anexo 1. Conforme a avaliação do estado de hidratação, define-se o tratamento adequado a fi m de que sejam evitados casos graves e óbitos. Deve-se também orientar o paciente a respeito da identificação dos sinais de alerta, conforme o “Manejo do paciente com diarreia”, expresso no Anexo 1, além de se buscar a identificação de outros casos de DDA vinculados ao caso fonte.


 

Leia o conteúdo completo:


SEI_MS - 0041204369 - Nota Informativa Conjunta
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Fonte: Ministério da Saúde

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