Medidas de Prevenção de Endoftalmites Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos
As boas práticas cirúrgicas são a base para bons resultados no pós-operatório,
incluindo a prevenção de infecções de sítio cirúrgico.

A técnica operatória adequada, com controle de hemostasia, a redução do tempo operatório, a manutenção de normotermia do paciente, o manuseio cauteloso dos tecidos (evitando maceração) e a adesão integral às recomendações de prevenção de infecção de sítio cirúrgico, reduzem significativamente o risco de complicações infecciosas.
Além disso, o controle e tratamento das infecções preexistentes locais ou sistêmicas são de extrema importância para se evitar a ocorrência de infecções de sítio cirúrgico.
Uma das características inerentes às cirurgias oftalmológicas é a presença constante de microrganismos da microbiota ocular durante os procedimentos, o que impede que estes sejam livres de microrganismos, como acontece nas cirurgias limpas neurológicas, ortopédicas e cardiológicas.
Esse fato se justifica pela presença de uma microbiota local residente passível de redução, mas não de eliminação.
Por esse motivo, as cirurgias oftalmológicas são classificadas pela Portaria nº 2616/19984 como cirurgias potencialmente contaminadas, cuja definição é: “...aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório...”.
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Fonte: Anvisa

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