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Medidas de Prevenção de Endoftalmites de Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos

há 11 minutos
2 min de leitura

É com grande satisfação que a Anvisa apresenta aos profissionais e gestores que atuam na área de oftalmologia, controle de infecção, segurança do paciente e a todos os interessados no tema, a publicação intitulada Medidas de Prevenção de Endoftalmites e Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos.


Mãos com luvas realizam cirurgia no olho sob campo azul, com instrumento metálico e clima clínico e delicado.

A endoftalmite consiste em um processo infeccioso decorrente da introdução de microrganismos (mais frequentemente bactérias) na região intraocular e quando esta inoculação ocorre durante um procedimento oftalmológico invasivo é classificada como uma Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS).

As IRAS são os eventos adversos mais frequentes nos serviço de saúde. Por isso, constituem um grave problema de saúde pública, levando a sérias consequências para a saúde individual e coletiva, uma vez que podem resultar em elevada morbidade e mortalidade, aumento do tempo de hospitalização e dos custos com o tratamento.

Apesar da endoftalmite raramente resultar em morte, as consequências para a qualidade de vida do paciente afetado, em geral, são catastróficas, uma vez que o seu prognóstico, na maioria das vezes, é ruim, resultando em perda ou redução da acuidade visual e, em alguns casos mais traumáticos, na perda do olho. A Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) consiste em uma reação inflamatória, porém causada por substâncias não infecciosas. É uma complicação da cirurgia intraocular, sendo muitas vezes confundida com a endoftalmite e que também resulta em aumento da morbidade, prolongamento do tempo de hospitalização do paciente e aumento dos custos do tratamento.

Tais fatores, somados ao grande número de procedimentos oftalmológicos realizados no país, à ocorrência de surtos relacionados a estes procedimentos, à lacuna de informações sobre o tema e a grande demanda de informações solicitadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelos profissionais de saúde, impulsionou a Agência a formar um Grupo de Trabalho constituído por profissionais especialistas no tema, a fim de elaborar um documento com orientações embasadas em evidências científicas e nas melhores práticas disponíveis.


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Fonte: Anvisa

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