Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde na Atenção Obstétrica
Segundo dados do Ministério da Saúde, a infecção puerperal é a terceira causa de morte materna no Brasil, sendo a primeira síndrome hipertensiva específica da gravidez e a segunda hemorragia.

De 1996 a 2018, foram registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade 38.919 óbitos maternos, dentre eles 2.624 foram causados por infecção puerperal.
As infecções relacionadas à gestação (infecções genitais, infecção de trato urinário, corioamnionite, endometrite pós-parto ou pós-aborto, infeções de ferida operatória ou de episiotomia) são as mais comuns, de acordo com o estudo global da sepse (GLOSS).
Trata-se, portanto, de um importante problema de saúde pública que demanda medidas de prevenção desse evento nos serviços de saúde.
A infecção puerperal é considerada um evento adverso que ameaça a qualidade e a segurança da vida das puérperas e dos neonatos, podendo afetar desde a recuperação do pós-parto até a amamentação. No que diz respeito ao primeiro grupo, estima-se que as mortes maternas relacionadas à sepse representam um décimo da carga global de mortalidade materna, sendo a maioria registrada em países de baixa e média renda.

As manifestações da sepse são amplas e pode haver dificuldades em seu diagnóstico, devido às alterações fisiológicas da gravidez, por isso é de suma importância seu reconhecimento e tratamento precoce.
A presente publicação apresenta de maneira objetiva, concisa e prática, as medidas para a prevenção e controle de infecção em obstetrícia nos serviços de saúde que realizam assistência pré-natal, parto e pós-parto, contribuindo para a redução de riscos para a gestante e/ou puérpera. Esta publicação também trata dos Critérios Diagnósticos de Infecções Puerperais em Parto Vaginal e Cirurgia Cesariana, os quais devem ser adotados por todos os serviços de saúde do país para a vigilância das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).
É destinada a gestores, profissionais de saúde, educadores e profissionais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) devendo, portanto, estar facilmente disponível para consulta nas instituições.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
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