Critérios Diagnósticos das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde de Notificação Nacional Obrigatória – ano: 2026
NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA Nº 03/2026
A definição dos critérios diagnósticos de infecção para a vigilância das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) em serviços de saúde permite a harmonização necessária para identificar o caso, coletar e interpretar as informações de modo sistematizado pelos profissionais e gestores do sistema de saúde.

Nesse sentido, com o objetivo de padronizar em nível nacional os critérios epidemiológicos das IRAS, a Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde da Anvisa (GVIMS/GGTES/Dire3/Anvisa) publicou em 2010 a primeira versão do Manual: Critérios Diagnósticos de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde.
Para a elaboração desse manual, foram formados grupos técnicos (GT) com especialistas de notório saber de todo o país.
Foram utilizados como base para a elaboração dos critérios diagnósticos epidemiológicos nacionais das IRAS, os critérios internacionais adaptados à realidade do Brasil, considerando critérios clínicos e laboratoriais.
Idealmente, os critérios diagnósticos epidemiológicos e clínicos devem ser semelhantes, no entanto, existem situações nas quais isso não ocorre.
Em algumas situações, mesmo com o diagnóstico de infecção e o tratamento estabelecidos pelo médico do paciente, o critério diagnóstico epidemiológico para IRAS não é atendido conforme a definição nacional.
O contrário também é possível. Dessa forma, considerando esse racional, destacamos que para fins de vigilância e notificação para o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica das IRAS (Anvisa), só deverá ser considerada a existência da IRAS se as informações obtidas sobre o caso atenderem aos critérios diagnósticos aqui descritos, a fim de que possam ser comparáveis entre os diversos serviços.
Com objetivo de melhorar o entendimento e aplicabilidade dos critérios diagnósticos das IRAS, bem como reduzir a subjetividade na definição das IRAS e padronizar os conceitos utilizados em sua vigilância, no capítulo 2 apresentaremos as definições relevantes e exemplos de algumas situações práticas.
Destaca-se que os conceitos contidos no capítulo 2 não se aplicam às infecções de sítio cirúrgico. Nos capítulos 3 e 4, serão apresentados os critérios diagnósticos revisados das IRAS de notificação nacional obrigatória: infecção de corrente sanguínea (IPCS) associada a cateter central, pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) e infecção do trato urinário (ITU) associada a cateter vesical de demora e as infecções de sítio cirúrgico.
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Fonte: Anvisa

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