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Boletim epidemiológico especial: Monkeypox

No dia 7 de maio de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada pelo Reino Unido, sobre um caso confirmado de Monkeypox importado da Nigéria. Em 15 de maio de 2022 foram confirmados mais 4 casos no país, no entanto, sem vínculo epidemiológico com o primeiro caso. Posteriormente, em 20 de maio de 2022, 11 países notificaram casos de Monkeypox: Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

A Monkeypox é uma doença viral de caráter zoonótico, endêmica na África Central e Ocidental, porém ainda com reservatório desconhecido, visto que existe a hipótese de que pequenos roedores possam transmitir a doença. A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados. Após infecção, o período de incubação é tipicamente de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias, porém a transmissão da doença termina quando as lesões em forma de crostas desaparecem e a pele esteja íntegra. Os sinais e sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. Ressalta-se que até o momento não há tratamento específico para a infecção pelo vírus da Monkeypox.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS), por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), ativou a Sala de Situação de Monkeypox em 23 de maio de 2022, com o objetivo de divulgar de maneira rápida e eficaz as orientações para resposta ao evento de saúde pública de possíveis casos de Monkeypox, bem como direcionar as ações de vigilância em saúde, quanto à definição de caso, processo de notificação, fluxo laboratorial, fluxo assistencial e investigação epidemiológica no país. A coordenação da sala é realizada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) com representantes das áreas técnicas da SVS, Secretarias do Ministério da Saúde e parceiros externos, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Leia o boletim na íntegra:

(Fonte: Ministério da Saúde)

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